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Mobilidade:
o treino que ninguém faz.

Mobilidade · 5 min de leitura · Por Pedro Carimo

Pedro Carimo ao lado da mota ao pôr do sol

Quem anda de mota conhece a sensação.
Depois de umas horas na estrada, quando desces, o corpo parece uma dobradiça enferrujada.
Ancas presas, costas rígidas, pescoço a reclamar.

Se trabalhas sentado, conduzes muito ou passas o dia ao telemóvel, sabes do que estou a falar.
É aqui que entra a mobilidade.

Mobilidade não é o mesmo que alongar

Muita gente confunde as duas coisas.
Alongar é esticar um músculo e ficar ali parado.
Mobilidade é conseguir levar uma articulação até onde ela deve ir, com controlo e com força.

Ou seja, não basta chegar lá.
Tens de conseguir mandar no movimento quando lá estás.

Ser flexível é chegar lá. Ter mobilidade é saber o que fazer quando lá chegas.

Sinais de que precisas de mobilidade

Se te identificaste com dois ou mais, bem-vindo ao clube.
A boa notícia é que isto treina-se.

Como trabalho a mobilidade nos treinos

Não faço uma aula só de mobilidade e depois esqueço o assunto.
Ela entra no treino todo.

No aquecimento, acordamos as articulações que vamos usar.
Nos exercícios de força, trabalhamos amplitudes completas, com carga controlada.
E no fim, damos atenção às zonas que estão mais presas em ti.

Assim, ficas mais forte em toda a amplitude do movimento.
E isso protege as articulações no treino e no dia a dia.

Um exercício para começares hoje

Experimenta isto ao acordar ou depois de muito tempo sentado.
Põe-te de quatro apoios, com as mãos por baixo dos ombros e os joelhos por baixo das ancas.
Arredonda as costas devagar, como um gato zangado.
Depois deixa a barriga descer e olha ligeiramente para a frente.
Faz 8 a 10 vezes, com calma e a respirar.

Se sentires dor, pára.
Se sentires alívio, já sabes por onde começar.

Se queres um plano de mobilidade feito para o teu corpo, fala comigo.
Prometo que destrancamos essas dobradiças.

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